
Ela é dona de uma das belezas mais sonhadas do país. Desde 2007, quando ganhou o concurso de Miss Brasil, Natália Guimarães chama atenção e serve de inspiração para muitas meninas que desejam a fama e o sucesso. E ela conseguiu isso bem no jeito "mineirinho", como uma boa mineira.
Candidata de maior potencial no Miss Universo de 2007, Natália, e o Brasil inteiro, tomou um susto quando viu que a representante da Venezuela, que ela jurava que seria a vencedora, não levou a coroa. O susto foi ainda maior quando o primeiro lugar foi anunciado para a Miss Japão.
Hoje, dois anos depois, Natália ainda continua em alta (ao contrário de outras meninas), é contratada da Record e atua como Mariana em "Bela, a Feia". "Assim que eu ouvi que a japonesa havia ficado em primeiro, eu juro por Deus que pensei 'é assim que Deus quer'. E o meu segundo lugar foi até bom. Me abriu várias portas. Hoje eu conheço 18 países, desfilei em vários lugares, estou fixa na Record", disse Natália em entrevista ao Famosidades.
No bate-papo, Natália revelou que tinha absoluta certeza que o título de 2007 ia para a venezuelana. "Eu olhava para a Miss Venezuela e falava 'ela vai ganhar'. Ela realmente tinha muitas chances. Se foi um resultado injusto? Eu não sei, quem sou eu para saber. Eu acho mesmo que foi bom para mim, porque causou mais repercussão. E a japonesa se destacou mesmo na disputa, ela foi bem, claro", declarou.
Atualmente, a namorada do cantor Leandro, do grupo KLB, se dedica ao trabalho como atriz, fazendo aulas e absorvendo o que pode nos sets de gravação. Mas Natália não deixou de lado a paixão pelos concursos de beleza. "Para mim, é como se fosse Copa do Mundo, Olimpíada, coisas assim. Eu estou torcendo como se fosse para o Brasil ganhar uma medalha de ouro", disse.
O Brasil não leva a melhor no Miss Universo desde 1968, quando Martha Vasconcellos foi coroada. Segundo Natália, Larissa tem enormes chances de alterar esse calendário. "A Larissa é uma menina que tem muito potencial, conquistou o Miss Brasil, o que já não é fácil, e representar a beleza brasileira é algo grande. Ela está bem preparada, é madura (tem 25 anos), vai saber se destacar. Agora, vai depender da luz que ela tiver na hora. Ela vai ter de brilhar muito no dia", afirmou.
Para Natália, apesar de ser um concurso de beleza, um rostinho bonito e um corpo proporcional não significam tudo. "Para as meninas que querem chegar lá, onde Larissa está, é preciso acreditar bastante, porque a vida tem muitos obstáculos. Muitas coisas tentam fazer a gente desistir. É manter o foco no objetivo e ir em frente. E outra coisa: beleza não é tudo. Sem personalidade, a pessoa não tem brilho, fica apagada", opinou.
Caxias como é, Natália não bobeou e antes mesmo de começar o concurso estudou as concorrentes do ano. "Algumas meninas para mim podem ser ‘dor de cabeça’ para Larissa. As representantes da República Domincana, México, Austrália, Venezuela e Estados Unidos estão muito bem", falou.
E no grande dia? Como será que é a rotinha das meninas? Será que elas ficam como nadadores, confinadas no hotel, se concentrando para os desfiles? Natália responde: "Não, imagina. A gente não tem muita opção, na verdade. Temos ensaio geral que simula exatamente como será na hora. A única coisa que muda, claro, é o resultado. Tem público, jurados camuflados, nós usamos o sapato, vestido, acessório, tudo igualzinho como será no ao vivo. O esquema é repassado diversas vezes", revelou.
"O que eu fazia era pensar que todo ensaio era como se fosse para valer. Para mim, o ensaio acaba sendo parte do concurso mesmo. Os jornalistas ficam andando por lá para analisar as favoritas, coordenadores também. Vale mesmo encarar como se fosse ao vivo, para não ficar tão nervosa no ao vivo de verdade (risos)", contou a bela.
A morena ainda negou que haja tipos de sabotagem nos bastidores do concurso, como se pode ver nos filmes. "Eu não vi nada. Se existe é muito pouco. Pela minha experiência, todas que estão lá já são vencedoras. Conta mais você se destacar, para ganhar uma projeção mundial boa, do que sabotar alguém e ficar com uma imagem ruim", disse.
Para finalizar, a mineirinha discordou que o concurso esteja se tornando algo "cafona". "Pelo contrário, acho que está crescendo. Cada vez mais modelos estão procurando concursos de Miss não como objetivo final, mas como uma alavanca", falou.
"Quando eu venci o Miss Brasil, eu pensei que ali era o começo de tudo. A projeção que o concurso proporciona para uma modelo é muito grande. E as meninas estão correndo atrás mesmo. Até a própria Larissa, quando nos encontramos, disse que se inspirou em mim. Imagina só, fiquei muito feliz", relatou Natália.
Fonte: Famosidade